Terrorismo é desafio na segurança da Copa das Confederações, diz general

Apesar de afirmar que não há nenhum indício de que algum atentado terrorista possa acontecer durante a Copa das Confederações, que acontecerá entre os dias 15 e 30 de junho, o general do Exército, José Alberto da Costa Abreu, afirmou, na manhã desta terça-feira (28), que o principal desafio durante o evento é o terrorismo internacional.

“Existe as análises de riscos que estão sendo feitas, acompanhamento de inteligência e nada indica que vai acontecer alguma coisa, mas evidentemente para a Copa das Confederações é a maior preocupação. E para a Jornada Mundial da Juventude é a presença do Papa entre nós, que é uma celebridade mundial, claro que implica numa preocupação maior em relação a isso”, declarou em solenidade de apresentação das Forças Armadas, órgãos de Segurança Pública e outras instituições envolvidas na segurança dos eventos, na Vila Militar de Deodoro, Zona Oeste do Rio.

O general informou ainda que para a Copa das Confederações, uma equipe do Comando de Operações Especiais, que fica situado em Goiânia, estará no Rio de Janeiro. Entretanto, durante a Jornada Mundial da Juventude, todo o efetivo, com 1200 homens das forças especializadas em ações antiterror e contra terror, atuará com elementos de operações também especiais da Marinha, PM, Polícia Civil, Polícia Federal e Força Aérea.

“Vamos estabelecer um centro de operações táticas integradas para atuar em ações de risco e contra terror”, afirmou o general, que acrescentou ainda que as Forças Armadas terão um efetivo maior na Jornada Mundial da Juventude devido à grandiosidade do evento.

“Isso dará a certeza que o evento será coroado de sucesso. A Força estará com 7.400 homens na Copa das Confederações e na JMJ será cerca de 9 mil, só das Forças Armadas, fora a coordenação de outros órgão de ordem pública, tendo em vista a grandiosidade da missão e particularmente por estarmos atuando em Guaratiba”, informou.

Militares não atuarão nas ruas

Segundo o general Abreu, os militares não atuarão nas ruas durante a Copa das Confederações, ao contrário do que acontecerá na Jornada Mundial da Juventude. “Não haverá militares das ruas, mas vamos estar aquartelados, acompanhando a vida da cidade dos eventos, estaremos montados no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio, acompanhando tudo o que possa acontecer”, declarou.

O general informou ainda que a primeira atuação dentro dos estádio na Copa das Confederações será de uma empresa de segurança privada. “Caso alguma coisa aconteça, que extrapole a capacidade dessa empresa de segurança, a Polícia Militar vai atuar e por último as Forças Armadas, mas também, independente dos jogos, as Forças Armadas farão a segurança de 14 pontos estratégicos selecionados, para o reforço da contenção dessas áreas, por isso que digo que vamos estar em reserva”, explicou.

Ainda de acordo com o general, o Exército vai atuar fora dos estádios. “Porque dentro dos estádio a Polícia Militar vai reforçar se houver necessidade. Fora dos estádio, em caso de tumulto, incidente de grandes proporções ou alguma coisa que perca o controle das coordenação é que nós podemos ser utilizados. Dentro do estádio, vai ser em último caso, não vislumbramos que isso possa acontecer dentro dos estádio, mais fora mesmo. Mas estaremos próximos dos eventos para se houver alguma coisa, intervir”, concluiu.

Na Jornada Mundial da Juventude, entretanto, o general informou que as Forças Armadas atuarão nas ruas na região de Guaratiba. Segundo ele, cerca de 5 mil homens estarão no entorno. “Vamos controlar o acesso de pessoas na região”. Em relação ao policiamento das Comunidades Pacificadas, a segurança ficará a cargo da Segurança Pública.

Artilharia antiaérea

Ainda de acordo com o general, os blindados de artilharia antiaérea, adquiridos recentemente pelo Brasil, segundo ele, serão utilizados na Copa das Confederações e JMJ. “E muito uso de munição não letal e também equipamento especializado de defesa cibernética, de guerra química e proteção radiológica e material mais especializado”, acrescentou.

Um laboratório móvel será utilizado para a análise de amostras possivelmente colhidas durante os grandes eventos, possivelmente contaminadas por agentes químicos ou biológicos, conforme informou a tenente Fernanda. “É um laboratório químico biológico do exército. Ele foi adquirido com o objetivo de atuar nesses grandes eventos. O nosso foco é analise de amostras possivelmente contaminadas por agentes químicos ou biológicos”, explicou.

 

Fonte: G1

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