SINPEF/RS participa do I Encontro de Prevenção do Suicídio, promovido pelo SINDPOLF/SP

Mesa de abertura: Nilto Mendes, Adriano Mendes Barbosa (representando o Superintendente Disney Rosseti), Alexandre Santana Sally e Robert Paris. Foto: Celso Garcia /SINDPOLF/SP

Mesa de abertura: Nilto Mendes, Adriano Mendes Barbosa (representando o Superintendente Disney Rosseti), Alexandre Santana Sally e Robert Paris. Foto: Celso Garcia /SINDPOLF/SP

Policiais de todos os segmentos, familiares e também profissionais da área de saúde se reuniram na última sexta-feira, 17 de março, no auditório da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para a primeira fase do I Encontro de Prevenção do Suicídio.

O evento, que terá continuidade na próxima sexta-feira (24), foi promovido pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Federal em São Paulo (SINDPOLF/SP) em parceria com a Superintendência da Polícia Federal no Estado de São Paulo (SR/PF/SP) e Centro de Valorização da Vida (CVV). A segunda fase na próxima sexta-feira (24) estará aberto também para quem não participou do primeiro dia.

Prestigiou o encontro , Denise Vedana Mariante, secretária geral do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul- SINPEF/RS. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

Prestigiou o encontro, Denise Vedana Mariante, secretária geral do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul- SINPEF/RS. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

Participaram da mesa de abertura: O Corregedor Regional da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Adriano Mendes Barbosa (representando o Superintendente Disney Rosseti); o presidente Alexandre Santana Sally; o vice-presidente do SINDPOLF/SP, Nilto Mendes e o presidente nacional do Centro de Valorização da Vida, Robert Gellert Paris. Esteve presente, também, Denise Vedana Mariante, Secretária Geral do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul- SINPEF/RS.

 

 

 

Abertura

Diretora Social do SINDPOLF/SP, Sandra Lima Omura. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

Diretora Social do SINDPOLF/SP, Sandra Lima Omura. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

A abertura contou com a participação especial da diretora social do SINDPOLF/SP, Sandra Lima Omura, como mestre de cerimônias.

O presidente do SINDPOLF/SP, Alexandre Santana Sally enfatizou sobre a importância de se falar do tema sem preconceitos. Para ilustrar bem a importância da discussão, Sally deu um depoimento pessoal de como venceu a depressão e o pensamento sobre o suicídio. Também abordou o dia a dia de um policial, principalmente sobre a cobrança da sociedade na atividade do profissional de segurança, ainda mais quando ocorrem casos de confrontos e mortes de bandidos.

Presidente do SINDPOLF/SP, Alexandre Santana Sally, na abertura do Encontro. Foto:Celso Garcia/SINDPOLF/SP

Presidente do SINDPOLF/SP, Alexandre Santana Sally, na abertura do Encontro. Foto:Celso Garcia/SINDPOLF/SP

A questão da Reforma Previdência não ficou de lado no discurso do sindicalista: “Hoje estamosirmanados (mencionando todos os cargos) em uma briga contra a Reforma da Previdência, que também é um fator que bate psicologicamente na atuação de um policial. A expectativa de vida do policial é de 57 anos de idade e a Reforma da Previdência prevê aposentar com 65 anos, ou seja, nunca esse policial irá se aposentar”.

O Corregedor Regional da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Adriano Mendes Barbosa. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

O Corregedor Regional da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Adriano Mendes Barbosa. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

O corregedor da PF, Adriano Barbosa, falou que a discussão do tema abrange toda a sociedade, parabenizou o SINDPOLF/SP pela iniciativa e ressaltou a parceria da SR: “A Superintendência, em todo o esforço que puder fazer, para prestigiar seu quadro funcional e viabilizar um meio mais harmonioso e propicio para o desenvolvimento das potencialidades humanas de nossos servidores, será feito”.

“Às vezes a gente olha para o policial e só vê o distintivo e às vezes o próprio policial olhando a si próprio só vê o próprio distintivo, porque está no sangue”, disse Adriano Barbosa. “Quando entramos na carreira policial, deixamos de ser a gente (você, Sally, não é mais o Sally, você é o agente Sally – exemplificou). Na esteira desta prerrogativa funcional, por assim dizer, vem um ônus muito grande e precisamos ter saber lidar com esse ônus, precisamos de ajuda”. Para o corregedor é importante sermos cada vez mais amistosos e tolerantes nas relações de trabalho, a fim de que possamos ajudar mutuamente.

Presidente nacional do Centro de Valorização da Vida, Robert Gellert Paris. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

Presidente nacional do Centro de Valorização da Vida, Robert Gellert Paris. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

Robert Paris, do CVV, será o palestrante da próxima sexta-feira, 24. Na abertura, ele enfatizou a necessidade de falarmos abertamente sobre o suicídio e mostrarmos que tem solução. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 90% dos casos são evitáveis. “É possível, prestamos atenção em quem está ao nosso lado e em nosso interno. Vamos tirar algumas horas para pensarmos em nós e quem está em nossa volta”.

PALESTRAS

P.I.C– O médico psiquiatra Roberto Tonanni de Campos Mello orientou os participantes sobre a importância de se perceber os sinais de depressão de um colega ou familiar, de se conversar a respeito e de mostrarmos a necessidade do tratamento. Sem citar nomes, Tonanni exemplificou pequenas histórias para que os participantes entendessem melhor o problema e a dimensão de uma possível prevenção.

“Que todo mundo saia com essa palavrinha na cabeça: tenha P.I.C" - Roberto Tonanni de Campos Mello . Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

“Que todo mundo saia com essa palavrinha na cabeça: tenha P.I.C” – Roberto Tonanni de Campos Mello . Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

“O que nós individualmente podemos fazer?”, pergunta o psiquiatra para o auditório. Ele mesmo completa: “Tem algo que podemos fazer”. Tonanni menciona um trabalho feito pela Força Aérea dos Estados Unidos, que reuniu numa palavra/sigla ACE- Ask, care, Escort. No português: P.I.C – Pergunte, se importe e conduza.

“Quem é a pessoa que tem maior chance de perceber um colega que de repente não está bem? Quem está ao lado dele: eu trabalho com ele e observo que está diferente. Esse é o primeiro a observar e nessa hora, pergunte. Chegue para seu colega, esqueça um pouco o trabalho, tente ver se consegue conversar e ouvir o que está acontecendo”. E como proceder? “Uma coisa super importante você já está fazendo, está ao lado dele. Já está ouvindo, disponível para conversar, isso já fará uma diferença enorme. Posso até dizer que isso irá impedir a grande a maioria dos suicídios, antes mesmo de chegar no profissional”. O psiquiatra recomenda também que o colega ajude-o, levando-o até um profissional.

No final de sua explanação, Tonanni resume: “Que todo mundo saia com essa palavrinha na cabeça: tenha P.I.C. Você é o primeiro que terá oportunidade de perceber se o colega do lado, de repente, não está bem e está correndo o risco de se matar. Tente se aproximar dele, de uma forma ou de outra, sei que nem sempre é fácil pois temos aquele colega que se trancou, ou já era calado, e fica difícil. Esteja do lado”.

“O tempo é diferente para cada um de nós. Não sabemos quanto tempo teremos, essa é a grande verdade” - Rodrigo Assumção. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

“O tempo é diferente para cada um de nós. Não sabemos quanto tempo teremos, essa é a grande verdade” – Rodrigo Assumção. Foto: Celso Garcia/SINDPOLF/SP

“Deus, uma terapia alternativa”– O médico Rodrigo Assumção mostrou para os participantes a questão do tempo e a necessidade de aproveitá-lo da melhor forma. Com uma linguagem leve, começou narrando fatos históricos relatados na Bíblia e comparou com os dias atuais. Citou Salomão e o livro de Eclesiates. “Em seu livro Eclesiastes, que é o livro de sua velhice, quando ele se senta e faz uma reflexão sobre a vida, diz que tudo é vaidade, que as coisas passam demais e a gente se perde com muitas coisas durante a vida. E perde de viver a oportunidade que Deus nos dá”, narrou.

Ainda sobre o tempo, Rodrigo Assumção completa: “Tempo é uma coisa impressionante. Para muitos é questão de milésimos de segundos, para um time de futebol equivale a 90 minutos, para uma mulher grávida, nove meses de náuseas, vômitos, desejos. O tempo é diferente para cada um de nós, mas uma das características do tempo é que passa muito rápido”. Afirma ainda: “O tempo é diferente para cada um de nós. Não sabemos quanto tempo teremos, essa é a grande verdade”.

Outro ponto forte em sua palestra foi o preconceito da sociedade com medicamentos contra depressão. Assumção lembra que remédios para doenças psicoemocionais deveriam ser encarados da mesma forma que os remédios para pressão alta, por exemplo. “Não encontrei até agora nenhum artigo, nada, que antidepressivo vicia. Esse é um grande tabu que existe. O fato é que algumas pessoas precisam para o resto de suas vidas, assim como o hipertenso precisa do anti-hipertensivo, o diabético da insulina, e que irá acompanhá-lo e dar estabilidade”, complementa Assumção.

O médico lembrou-se de uma passagem do Livro de Reis, em que Esequias tinha uma úlcera e um profeta de Deus orientou que ele passasse figo na ferida: “Poxa, esse Deus não poderia, com o poder de a palavra tê-lo curado? Por que usou figo? Figo era uma medicação na época para curar úlcera. Ele usou figo, porque Ele (Deus) tem suas várias maneiras de trabalhar”. Rodrigo Assumção conclui: “O importante é que ele quer nos ver bem e com saúde. Só não pode antecipar o tempo. Ansiedade se trata com isso e fé, não estou falando em religião, em placa de igreja, e eu respeito no que você crê mas os artigos científicos do SciELO (portal de artigos científicos), que é minha base, dizem que a pessoa que tem fé tem uma resposta do tratamento”.

Três livros de autoria do médico Rodrigo Assumção foram sorteados para o auditório: “Vida e Saúde”, “Virar a Cabeça” e “Depressão entre cristãos. E agora?”.

2ª FASE NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Na próxima sexta-feira, 24 de março, acontece mais uma etapa do Encontro. Estarão presentes os profissionais: Marco Alexandre Franco Ribeiro, Robert Gellert Paris Jr. E Ruth Lasas Long.

Marco Alexandre Franco Ribeiro- Será nosso palestrante no dia 24 de março. Formado em Medicina pela Unifesp, fez Psiquiatria e curso de especialização em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica. Tem título de especialista em psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria. É médico psiquiatra da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

No dia 24 de março, Dr. Marco Alexandre abordará as noções gerais sobre Suicídio

Robert Gellert Paris Jr.- Presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma das entidades mais conhecidas na prevenção do suicídio. É também vice-presidente da ABEPS – Associação Brasileira para Estudos e Prevenção do Suicídio e diretor de Befrienders Worldwide.

Seu tema será: “Falar é a melhor solução”.

Ruth Lasas Long – Psicóloga formada em 1982, pelo Instituto Paulista de Psicologia, com Especialização nas áreas de Avaliação Psicológica, Superação de Fobias e Medo de dirigir. Credenciada pela PF desde 1998 e pelo DETRAN de São Paulo desde 1996, atua como Professora de Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico no Curso de Pós Graduação da UNIP, Centro de Estudos Avançado do Trânsito (CEAT) e Grupo Desenvolver.

Ruth Lasas Long que abordará:  “A importância da avaliação psicológica na liberação da arma de fogo”.

FOTOS DO EVENTO:

Palestrantes recebem certificação e placa de agradecimento. Foto: Celso Garcial / SINDPOLF-SPPalestrantes recebem certificação e placa de agradecimento. Foto: Celso Garcial / SINDPOLF-SP

  Palestrantes recebem certificação e placa de agradecimento. Foto: Celso Garcial / SINDPOLF-SPPalestrantes recebem certificação e placa de agradecimento. Foto: Celso Garcial / SINDPOLF-SP

  Foto: Celso Garcial / SINDPOLF-SPFoto: Celso Garcial / SINDPOLF-SP

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Foto: Celso Garcial / SINDPOLF-SP

Fonte: SINDPOLF-SP

 

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