Policiais gaúchos promovem ato conjunto em protesto contra as medidas governamentais

Na tarde desta segunda-feira, 27.11, mais uma vez os Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais e Policiais Civis do Rio Grande do Sul promoveram uma manifestação conjunta, em Porto Alegre, em protesto ao desmonte promovido pelos Governos Federal e Estadual, em especial contra a Reforma da Previdência, o aumento das alíquotas previdenciárias e o corte do reajuste dos federais. A concentração foi realizada às 15 horas na praça do Monumento ao Laçador, de onde os policiais partiram em passeata até o Aeroporto Internacional Salgado Filho, local em que foi promovido um Ato Público que esclareceu os motivos da mobilização às pessoas que se encontravam no salão de desembarque.

A Reforma da Previdência, que na verdade é a extinção da previdência pública, impõe 40 anos de contribuição para integralização do benefício. Isso implica dizer que a maior parte da população e dos policiais morrerá antes mesmo de se aposentarem.

Também sem qualquer prova de real necessidade, de forma autoritária, o Governo TEMER editou a MP 805/17, que suspende reajuste de 4,75% para janeiro de 2018, parcela que faz parte de correção que repõe não mais que 40% das perdas dos últimos 6 anos; majora abusivamente a alíquota previdenciária de 11% para 14%, bem como, via reforma da previdência, impõe o fim da aposentadoria de risco da atividade policial.

Tais iniciativas, somadas à evidente piora das condições de trabalho e o contingenciamento de verbas havida no último ano, trazem reflexos negativos imediatos à atividade policial.

O déficit nas contas públicas, causada pela farra promovida pelos últimos governantes e seus escândalos de corrupção, não pode recair sobre profissionais cuja efetiva atuação implica na própria existência do Estado.

Mesmo sob negativas do Governo, são notórios os bilhões jogados no lixo pelos fraudadores da Previdência; outros R$ 543 bilhões perdoados a devedores por meio do novo REFIS; R$ 4 bilhões prestes a serem destinados ao injustificável Fundo de Financiamento de Campanha; R$ 2 bilhões gastos em publicidade só nos últimos meses, sem falar na dinheirama empenhada em Emendas Parlamentares, sendo a maior parte liberada às vésperas das votações da 1ª e 2ª denúncias contra Michel Temer.

Segundo o presidente do SINPEF/RS, Ubiratan Sanderson, e conforme teor de nota conjunta divulgada pelo SINPEF/RS, SINPRF/RS e Ugeirm Sindicato dos Policiais Civis: “Estas sim são as verdadeiras fontes dos descalabros nacionais, e não os operadores de carreiras públicas que estão sendo injustamente apontados.Aumentar as contas bancárias estatais às custas do sacrifício do povo significará potencializar ainda mais os esquemas de propinagem e corrupção governamental”. E conclui: “Não pagaremos a conta da roubalheira, que não é nossa e nem do povo brasileiro, mas de um grupo de políticos que saqueou e continua rapinando o país”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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