Policiais civis do DF aprovam greve e pedem equiparação com PF

Policiais civis em ato de protesto em frente ao Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Michele Mendes/G1)
Policiais civis do Distrito Federal aprovaram em assembleia nesta terça-feira (25) uma greve da categoria a partir da próxima terça (1º). A decisão faz parte da negociação salarial da categoria com o governo do DF e o governo federal. O Sindicato dos Policiais do DF (Sinpol) pede uma “proposta diferenciada” em relação à que está sendo oferecida aos servidores do Executivo Federal.
“Entendemos que nós merecemos uma proposta diferenciada porque não tivemos reestruturação de carreiras. Queremos a garantia do mesmo tratamento e privilégio que a  Polícia Federal. Ou seja, se algo mudar para uma, que mude para a outra”, afirma o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco.

Em nota, a direção da Polícia Civil afirmou que só vai se manifestar sobre o tema quando for notificada oficialmente sobre a greve, o que não tinha acontecido até as 19h desta terça.

Segundo o sindicato, entre 1,5 mil e 2 mil agentes participaram da assembleia em frente ao Ministério do Planejamento, na Esplanada dos Ministérios. A Polícia Militar também estimou público de 2 mil pessoas. A greve deve ter início com uma nova assembleia-geral da categoria, em frente ao Palácio do Buriti.

No início do mês, o sindicato levou a proposta de “reajuste diferenciado” ao Ministério do Planejamento, que negocia o reajuste do Executivo. O governo avalia a concessão de 21,3% de aumento, parcelados em quatro vezes entre 2016 e 2019. Segundo o ministro Nelson Barbosa, o reajuste foi calculado com base na inflação estimada para o período.

Os protestos da Polícia Civil começaram em maio, quando a categoria deu início a uma operação padrão para reivindicar melhores condições de trabalho. Desde então, os agentes só deixam as delegacias para diligências, capturas e localização de veículos roubados, por exemplo, quando há três policiais na viatura. Segundo o sindicato, a mudança continua em vigor.

Interdição
Com o término da assembleia, pouco antes das 17h, os agentes de polícia presentes no local deram início a uma caminhada pela Esplanada e ocuparam as seis faixas do Eixo Monumental no sentido Congresso Nacional.

A marcha seguiu até a frente do Ministério da Justiça, no gramado central em frente ao Congresso. No momento em que os policiais chegaram ao local, servidores do Judiciário protestavam pela garantia de reajustes salariais de até 78,56%, vetados pela presidente Dilma Rousseff em julho.

O grupo chegou ao gramado central da Esplanada e se juntou aos servidores do Judiciário por volta das 17h15. Ônibus e carros particulares foram impedidos de seguir. Passageiros tiveram de descer dos veículos e retornar a pé para a rodoviária do Plano Piloto, a uma distância de cerca de quatro quilômetros.

 

Fonte: G1

Temas , , .

 

Ir para o topo da páginaIr para o topo da página