Planejamento propõe 31 de julho para fim da negociação

Policiais federais e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão se reuniram nesta quinta-feira, 5, para a retomada das negociações que tratam da reestruturação salarial e reestruturação da carreira. O Planejamento propõe levar a negociação até 31 de Julho. O prazo é o mesmo dado a outras categorias do serviço público que já sentaram à mesa de negociações. Até lá, as duas propostas seriam debatidas com Ministério da Justiça, DPF, Presidência da República e os representantes sindicais dos policiais.
No encontro desta quinta-feira não houve avanços concretos, a não ser a fixação de uma data limite para as negociações com a categoria. Os policiais apresentaram de maneira resumida todo o processo de negociação e alertaram para a insatisfação que toma conta de todos federais. O vice-presidente do SINPEF/MG, Luis Antônio Boudens, entregou uma cópia da tabela elaborada pela comissão de reestruturação salalrial criada pela Fenapef ao secretário de Relações do Trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça. “A tabela é baseada em números do próprio Planejamento e mostra que hoje, agentes, escrivães e papiloscopistas têm o pior salário entre todas as carreiras típicas de estado”, disse Boudens.
Os policiais destacaram também a necessidade de avanço na reestruturação da carreira. Conforme o grupo a Portaria 523/89 não é a norma legal adequada a fixação de atrbuições dos policiais. Os representates da categoria lembraram que MPOG e policiais já realizaram a oficina para tratar da carreira e agora o Planejamento precisa fazer a parte dele e avançar com o tema dentro do governo.
Sérgio Mendonça por sua vez preferiu não se comprometer com reivindicações pontuais dos policiais. Ele alegou que o Planejamento irá começar a discutir com outros integrantes do governo, MJ e Palácio, as reivindicações debatidas nos últimos dois anos. “Temos que dialogar para dentro do governo para construir uma proposta que seja consenso”, disse.
Marcos Wink, presidente da Fenapef, frisou a insatisfação dos policiais federais. Ele lembrou que a categoria está insatisfeita e aguarda avanços concretos por parte do governo. “Estamos negociando há dois anos uma proposta ampla que transforma nossa carreira, ao mesmo tempo em que recupera nossos vencimentos. Agora queremos respostas concretas a tudo que construímos até aqui”

Fonte: Agência Fenapef

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