O recall precisa ser estendido a todos… – Por: Valacir M. Gonçalves

Abro o jornal e leio que a marca tal ta chamando pra recall. Como todos sabem, esta palavra da língua inglesa significa uma chamada do fabricante para consertarmos ou substituirmos um produto. Os responsáveis pelo recall dizem que ele deve ser gratuito e, para que atinja seus propósitos, deve alcançar todo o universo de consumidores expostos aos riscos decorrentes dos defeitos…

Li também uma nota alertando que “todas as unidades individuais conhecidas como ser humano poderiam ser recolhidas pelo fabricante sem importar o modelo ou o ano…”. Não sei se isso é verdade, mas acho importante a iniciativa. Realmente, deveria existir uma fábrica com órgãos à nossa disposição pra fazer recall dos que não cumprem sua finalidade. Poderia citar vários que falham nas horas mais impróprias: tem cérebro que não pensa, pé que chuta pra fora, dedo que é usado pra votar no PT, olho que só vê até aonde a vista alcança, boca que fala só o que não deve, ouvido que só escuta elogio e por aí afora. Certamente vão dizer que deixei alguns de fora – é verdade, espero que eles não fiquem magoados e tentem uma “vingança” pelo esquecimento…

Comecei a pensar em outros tipos de recall: As atitudes! Existe gente que não sabe que muitas vieram com “avarias de fábrica” ou estão prejudicadas pelo tempo. Mas alguns insistem em mantê-las: mentem, traem os amigos, roubam, apegam-se a cargos, empregam parentes incompetentes, enganam o próximo – matam ilusões, pisam em esperanças. Eles precisam ser chamados pra um recall também. Atitudes pré-programadas precisam ser substituídas quando estão com prazo vencido e não se dão de conta disso. O recall poderia ser feito até em corações que prometam amor eterno e depois administram apenas saudade…

Ninguém deveria negar-se a fazer um recall, seria gratuito. Os que aceitassem seriam recebidos de braços abertos. Sairiam renovados, olhando a vida de outra maneira e certos de que só não mudaram antes porque não sabiam que traziam consigo defeitos insanáveis. Sairiam com seus corações e mentes prontos a começar do zero, e como dizem as fábricas: sem perigo de alcançar o universo de “consumidores” expostos aos riscos por eles praticados…

Amém!

 

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