Encerrando o assunto Copa do Mundo – O futebol brasileiro vai ressurgir das cinzas…

Coluna do ValaPor: Valacir Marques Gonçalves

 

Para alegria de quem dizia que uma vitória do Brasil “faria mal” para o país, a França é a nova Campeã Mundial de futebol e a Croácia, país inexpressivo no mundo do futebol, mas com uma “torcida enorme” no Brasil, é a nova segunda melhor seleção do mundo… Não tive interesse em olhar a final, qualquer resultado não mudaria a posição do Brasil como o país mais vitorioso da história do futebol.

Já vi esse filme, quem gosta de lembrar o passado para entender o presente vai entender: no longínquo 1966 o Brasil chegou a Londres como vencedor das duas últimas Copas, realidade que a Europa não aguentava mais… A seleção chegou com o lendário Garrincha já veterano e o Pelé no auge, juntamente com outros grandes craques para defender os títulos.

Ele levou todo tipo de pancada, “caiu” muito também… A nossa seleção não passou da primeira fase com o “Rei” deixando o campo amparado depois de ser agredido de todas as formas. No confronto com a Argentina os ingleses bateram á vontade, os argentinos, bons de briga, revidaram e foram taxados de “animais” pelo treinador inglês – a Copa da Inglaterra ficou conhecida como “Copa da Violência”. A campeã foi a dona da casa numa final com um gol na prorrogação, onde simplesmente a bola não entrou… A festa foi grande com os europeus bradando para o mundo: “Chegou a era do futebol-força, o futebol-arte acabou…

Mas o tempo cura tudo, o Brasil voltou para casa, lambeu as feridas e outra história começou a ser construída em 1970, no México. A seleção brasileira reapresentou o futebol-arte com o Pelé, em estado de graça, acompanhado por um pessoal da pesada. Jairzinho, Tostão, Rivelino, Gerson, Carlos Alberto e outros craques mostraram ao mundo que o Brasil estava de volta para provar que o tal futebol-força era uma farsa. O Pelé mostrou a todos que continuava sendo o Pelé…

Agora dizem que o futebol brasileiro acabou novamente. A nova maneira de jogar inclui a velha pancadaria com uma diferença: jogadores sul-americanos (principalmente brasileiros) não podem reclamar nem cair quando recebem faltas. Enquanto isso, os europeus simulam na maior cara de pau e até exigem marcação de penalidades inexistentes. Não vou comparar ninguém com o genial Pelé, mas o Neymar foi caçado, sim, por mais que os que o detestam digam o contrário. Eles ainda não perceberam que ele é a cara do país desorganizado de hoje. É claro que tem defeitos e manias, mas não é irrecuperável.

Respeito opiniões em contrário, mas também tenho a minha: a final da Copa do Mundo foi disputada por seleções que não vão ficar entre as melhores da história. O jogador comum escolhido como o melhor da Copa foi o resumo do futebol de hoje, onde demonstrar talento é não respeitar o adversário, onde drible diferente é pecado mortal…

Apesar de tudo, acredito que o Brasil vai voltar em outras Copas e jogar o futebol que nos deu cinco títulos. Lembro que a seleção brasileira continua a ser a única que participou de todos os mundiais e venceu mais do que ninguém. É a que fez mais gols e teve a mística camisa amarela vestida pelo maior jogador de futebol que o mundo já viu.

Ela vai recuperar seu lugar no alto do pódio por mais que os “torcedores da Argentina e da Croácia” digam que isso “faz mal” para o país, e que isso nunca mais vai acontecer…

Amém!

 

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